domingo, 5 de setembro de 2010

ONG Cão sem dono

Um dos assuntos que mais comove pessoas de bom coração é o abandono de animais.
Milhares de cachorros e gatos são jogados nas ruas por dia, milhares deles são vítimas de maus tratos e atropelamentos e outros milhares deles dão a sorte de encontrar alguém que cuide, adote ou que simplesmente arranje um lar temporário, salvando-os assim de uma possível morte, seja ela por qual motivo for.

 
Último amiguinho que chegou na Cão Sem Dono

A ONG Cão Sem Dono é uma dessas inúmeras que cuidam de cachorros abandonados, só que nesses últimos dias eles tem passado por um sério problema que vamos relatar aqui.
Eles tem atualmente 190 cães no sítio que consomem por volta de 800kg de ração por mês.
Todos os animais resgatados pela equipe, são levados ao veterinário, recuperados, e depois são acolhidos e levados para o sitio da ONG (que se localiza em Itapecerica da Serra), onde são tratados e permanecem nesse sitio até que sejam adotados.
E para que tudo isso funcione precisa-se de investimento mas no momento os gastos são altíssimos e as doações infelizmente não acontecem na mesma proporção.
Castração, remédios, comida e até o ambiente onde eles estão vivendo, demanda tempo, dedicação e principalmente DINHEIRO.
Nos últimos dias as situação tem se agravado e a ração provavelmente não dure até o final do feriado.

Faça sua boa ação hoje; dedique 10 minutos do seu tempo em prol de criaturas que não tem como pedir um pouco da sua ajuda ou atenção, seja fazendo uma doação, adotando um animal ou simplesmente repassando essa informação aos seus amigos e conhecidos que possam ajudar, não importa.

Se você tem blog ou site, publique este texto com todas informações/fotos para as pessoas se interarem sobre o assunto.

Tem animaizinhos muito especiais precisando de você neste exato momento!

As contas para doação são:
BRADESCO
AG. 1480
C/C: 39641-9
Favorecido: Cão Sem Dono
CNPJ: 10.157.938/0001-73
ITAÚ
AG. 7847
C/C: 01301-3
Favorecido: Cão Sem Dono
CNPJ: 10.157.938/0001-73

Mais informações:

www.caosemdono.com.br
www.twitter.com/caosemdono
www.blog.caosemdono.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A carreira do futuro: Engenharia Ambiental.

Saiba mais.... 

Sobre Enquadramentos e Títulos

Segundo a resolução do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) a Engenharia Ambiental se enquadra no:
  • Grupo: 01 - ENGENHARIA
  • Modalidade: 01 - CIVIL
  • Nível:01 - GRADUAÇÃO
  • Código de curso: 111-01-00
Os títulos atribuídos aos profissionais da Engenharia Ambiental previstos na legislação do CONFEA são:
  • Profissionais do sexo masculino: TÍTULO DE ENGENHEIRO AMBIENTAL abreviação Eng. Amb.
  • Profissionais do sexo feminino: TÍTULO DE ENGENHEIRA AMBIENTAL abreviação Eng. Amb.
A Engenharia Ambiental é um curso novo mas que, devido a desestruturação que vem ocorrendo no meio ambiente, tende a ser uma profissão bastante cotada e principalmente no Brasil, que é um dos países mais afetados pelo aquecimento global, e por ser um pais com intenso fluxo industrial. O engenheiro ambiental exerce, entre outras funções, chefia em ajudar em projetos de diminuição do aquecimento global, reestruturação de rios e afluentes, controle e amenização da poluição da água, ar e solo.

Resolução de Criação

O curso de Engenharia Ambiental foi criado pela RESOLUÇÃO Nº 447, DE 22 DE SETEMBRO DE 2000 que Dispõe sobre o registro profissional do engenheiro ambiental e discrimina suas atividades profissionais.

Competências do engenheiro ambiental dentre as engenharias

Compete ao engenheiro ambiental o desempenho das atividades 1 a 14 e 18 do art. 1º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, referentes à administração, gestão e ordenamento ambientais e ao monitoramento e mitigação de impactos ambientais, seus serviços afins e correlatos.

Atividades previstas para o Engenheiro Ambiental

  • Supervisão, coordenação e orientação técnica;
  • Estudo, planejamento, projeto e especificação;
  • Estudo de viabilidade técnico-econômica;
  • Assistência, assessoria e consultoria;
  • Direção de obra e serviço técnico;
  • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e Parecer técnico;
  • Desempenho de cargo e função técnica;
  • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão;
  • Elaboração de orçamento;
  • Padronização, mensuração e controle de qualidade;
  • Execução de obra e serviço técnico;
  • Fiscalização de obra e serviço técnico;
  • Produção técnica e especializada;
  • Condução de trabalho técnico;
  • Execução de desenho técnico.

Atuação do engenheiro ambiental

No Brasil, o Engenheiro Ambiental tem por função resolver problemas concretos de prevenção e remediação (atividade corretiva) diante das ações antrópicas mediante aplicações da tecnologia disponível, pontual e localmente apropriada. De modo geral, tanto no âmbito público como privado, sua atuação deve atender aos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente, em obediência ao Artigo Nº 225 da Constituição Federal. Além disso, deve também atender às preocupações ambientais mais amplas, consideradas em tratados internacionais como exigências relativas ao clima da Terra, entre outros.
São exemplos as determinações das Cartas de Estocolmo (1972), do Rio de Janeiro (ECO-92), a Convenção de Viena (1985), o Protocolo de Montreal (1987), relativo à camada de Ozônio, o Protocolo de Quioto (1997), o Protocolo de Annapolis e a Conferência promovida pela ONU em Bali (2007) quanto às mudanças climáticas.
De modo geral, sua atuação tem em vista condições de contorno ambientais próprias do entorno circundante. Deve também preocupar-se com o efeito abrangente por sobre a extensão territorial afetada - exemplificada pela bacia hidrográfica quanto às águas e, o potencial da emissão atmosférica potencialmente carregada pelos ventos para local distante. Evidentemente também prevenir sobre possibilidade de outros vetores capazes de provocar alterações de natureza diversa.
De outra parte, o planejamento e a antevisão dos impactos ambientais expandem a responsabilidade da análise prospectiva (atividade preventiva) por sobre o "vir a ser" das coisas. E torna-se agente do próprio desenvolvimento econômico em termos da ética vinculada ao progresso e bem estar da coletividade, tal como de modo claro estabelece o Código Ético Profissional em seu primeiro Artigo. E pela competência instituída pela lei (5.194/66) e atribuições pelo CONFEA - Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia, deverá fixar as exigências técnicas a serem atendidas em relação aos empreendimentos tanto de natureza pública como privada. Por este motivo, o seu mercado de trabalho é bastante heterogêneo e distribuí-se por: administração central, seus serviços descentralizados a nível regional, administração local, empresas indústriais, empresas de consultoria, empresas de serviços, ONGs, instituições de investigação e ensino superior.
Uma das aptidões que devem ser desenvolvidas pelo engenheiro ambiental é a avaliação da duração, magnitude e reversibilidade das alterações causadas pela atividade humana no meio ambiente, independentemente de sua natureza adversa ou benéfica.

Matérias Aprendidas na faculdade de Engenharia Ambiental

"De acordo com a Portaria nº 1693, 5 de dezembro de 1994, o Ministério da Educação e do Desporto, as ementas das matérias do curso de engenharia ambiental devem conter os seguintes conteúdos...."
  • Biologia — Origem da vida e evolução das Espécies. A célula. Funções celulares. Nutrição e respiração. Código genético. Reprodução. Os organismos e as espécies. Fundamentos da microbiologia. Organismos patogênicos e decompositores. Ecologia microbiana.
  • Geologia — Características físicas da Terra. Minerais e rochas, Intemperismo. Solos. Hidrogeologia. Ambientes geológicos da erosão e deposição. Geodinâmica. Tectônica. Geomorfologia.
  • Climatologia — Elementos e fatores climáticos. Tipos de classificação de climas.
  • Hidrologia — Ciclo biológico. Balanço hídrico. Bacias hidrográficas. Escoamento superficial e subterrâneo. Transporte de sedimentos.
  • Ecologia Geral e Aplicada — Fatores ecológicos. Populações. Comunidade. Ecossistemas. Sucessões ecológicas. Ações antrópicas. Mudanças globais.
  • Hidráulica — Hidrostática e hidrodinâmica. Escoamento sob pressão. Escoamento em canais. Hidrometria.
  • Cartografia — Cartografia. Topografia. Fotogrametria. Sensoriamento remoto.
  • Recursos Naturais — Recursos renováveis e não renováveis. Caracterização e aproveitamento dos recursos naturais.
  • Poluição Ambiental — Qualidade ambiental. Poluentes e contaminantes. Critérios. Padrões de emissão. Controle.
  • Impactos Ambientais — Conceituação. Fatores ambientais. Instrumentos de identificação e análise. Os Impactos ambientais. Avaliação de Impactos Ambientais.
  • Sistemas de Tratamento de Água e de Resíduos — Processos físico-químicos e biológicos do tratamento da água e dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos.
  • Legislação e Direito Ambiental — Evolução do direito ambiental. História da legislação ambiental. Legislação Básica Federal, Estadual e Municipal. Trâmite e práticas legais.
  • Saúde Ambiental — Conceito de Saúde. Saúde Pública. Ecologia das doenças. Epidemiologia. Saúde ocupacional.
  • Planejamento Ambiental — Teoria de planejamento. Planejamento no sistema de gestão ambiental.
  • Sistemas Hidráulicos e Sanitários — Sistema de abastecimento de água. Sistemas de esgotos sanitários. Sistemas de drenagem. Sistemas de coleta, transporte e disposição de resíduos sólidos.
  • Física e Matemática — os cálculos são fundamentais no curso.Pois antes de tudo ele é um curso de engenharia, o profissional terá que construir projetos,então os essas matérias estão integradas no curso de Engenharia Ambiental.

Histórico no Brasil

O primeiro curso de Engenharia Ambiental criado no Brasil foi o da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), campus de Canoas (RS), pela Resolução Consun/ULBRA n. 45, de 31 de outubro de 1991, subsidiada pelo Parecer n. 1.031, de 6 de dezembro de 1989, que somente foi iniciado em 1 de março de 1994. 
Já o primeiro curso que entrou em funcionamento foi o da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em 9 de março de 1992, que foi criado pela Resolução CESu n 118, de 19 de dezembro de 1991.
A Universidade Estadual Paulista (UNESP), por sua vez, criou seu curso em junho de 2001, pela Resolução UNESP n. 38/01 de primeiro de junho de 2001, no campus de Presidente Prudente. 
Há também o excelente curso da Escola de Minas de Ouro Preto, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), muito bem conceituada no último ENADE. 
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou este curso em 2004 e as Faculdades Santo Agostinho de Montes Claros, o criou com a nova nomenclatura (Engenharia Ambiental), em 2005. Alguns cursos mais antigos no Brasil, como o da UFRJ, derivam da Engenharia Sanitária, e adotaram o nome de "Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental". 
No ano de 2000, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) criou o curso de Engenharia Ambiental, obtendo por duas vezes o conceito máximo do ENADE. 
Outra referência no cenário nacional é a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), que divide com a UFV os maiores reconhecimentos, devido aos bons resultados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).
Também recentemente foi implantado o curso na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),campus de Pombal-PB. 
Em Sete Lagoas-MG o Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm) implantou o curso de Engenharia Ambiental autorizado pela Portaria nº 1.193 de 23 de junho de 2006, com duração de 5 anos. 
Em 2000 a Pontifícia Universidade Católica do Paraná deu início ao Curso de Engenharia Ambiental como pioneira no Estado, com duração de 5 anos. 
Em 2003, foi criado o curso de Engenharia Ambiental também na Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo. 
No ano seguinte, em 2006, foi criado o curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário do Maranhão (UniCEUMA), sendo o primeiro curso de Engenharia Ambiental desse estado, tendo no seu quadro de professores o Engenheiro Civil, Sanitarista e Ambiental Lúcio Alves de Macêdo referência regional na área de Gestão de Recursos Hídricos. 
A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus Campo Mourão e Campus Londrina criou em janeiro de 2007/2008 o curso de Engenharia Ambiental com duração de 10 períodos (5 anos). 
No segundo semestre do ano de 2007, o Instituto Federal de Educação, Ciência e  Tecnologia do Ceará (antigo CEFETCE), no Campus Maracanaú, dá início a primeira turma de engenheiros ambientais do estado do Ceará. O curso foi criado pela Resolução Nº11 do Conselho Diretor do CEFETCE em 6 de dezembro de 2006. 
No estado de São Paulo faculdades como a Fundação Educacional de Fernandópolis, já mantem o curso a mais de 5 anos e vem obtendo exelentes índices de aprovação. O bacharelado tem duração de 5 anos (10 semestres). Mais recentemente (2008), o Centro Universitário de Caratinga/MG abriu o curso no campus II de Caratinga(Leste Mineiro),com duração de 10 períodos (05 anos)e os formandos detêm a titulação de Engenheiro Sanitarista e Ambiental.
É válido ainda lembrar que em 2003 deu-se início ao curso de Engenharia Ambiental em uma das maiores e mais conceituadas universidades do país, a USP no campus de São Carlos, contando com um elenco de professores muito conceituados na área, a maioria deles advindos do curso de Engenharia Sanitária. No campus de São Paulo o curso iniciou-se no ano seguinte. 
Segundo o INEP, existem 110 cursos regulamentados de engenharia ambiental no Brasil.


Links






Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenharia_do_ambiente
Acesso em: 09/08/10 ás 21h05 


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Primeiro organismo controlado por genoma artificial prova que o DNA é realmente a receita química da vida

Quando anunciou no dia 20 do mês passado a criação da primeira linhagem de células viáveis de um ser vivo controlada por um genoma totalmente sintetizado em laboratório, o cientista norte-americano Craig Venter não economizou palavras para descrever o feito. Lembrou a todos que, nunca antes na história deste mundo, a humanidade tinha sido apresentada a uma criatura desprovida de ancestrais. Sem pais. 
A mensagem era clara: a Mycoplasma mycoides JCVI-syn1.0 – nome dado à variedade dessa bactéria cujo DNA fora produzido por químicos de uma empresa de biotecnologia, a Blue Heron – era filha de uma nova era. Da biologia sintética. “É a primeira espécie do planeta que se autorreplica cujo pai é um computador”, afirmou o ousado pesquisador-empresário, que, anos atrás, já havia se tornado famoso ao liderar um projeto privado de sequenciamento do genoma humano capaz de rivalizar (e acelerar) o trabalho feito pelo consórcio público.
A alusão à máquina como o pai da bactéria não é gratuita. Afinal, as informações necessárias para fabricar um genoma, na forma de uma enorme sequência de bases químicas (A, C, T e G), ficam guardadas em computadores. No caso da variedade natural da bactéria M. mycoides, trata-se da se­quência composta de 1,08 milhão de pares de bases (com cerca de mil genes) presentes em seu único cromossomo. Foi com essa receita química que se fez, em laboratório, uma cópia sintética do DNA natural da bactéria, seguindo uma série de especificações da equipe do J. Craig Venter Institute (JCVI), instituto fundado por Venter. O genoma não foi sintetizado como uma única grande sequência de DNA, mas em mais de mil pequenos pedaços. O conjunto de fragmentos foi inserido numa levedura, onde foram reunidos e retomaram a forma do cromossomo. Por fim, os cientistas retiraram o genoma sintético da levedura e o transplantaram para as células de uma outra bactéria, a Mycoplasma capricolum
O cromossomo artificial conseguiu tomar o controle das células receptoras, que passaram a produzir todas as proteínas típicas da M. mycoides. Dois dias após o transplante, as células deixaram de conter o DNA original da M. capricolum (seja porque ele foi destruído ou diluído no processo de replicação) e apresentavam um único tipo de material genético, o cromossomo sintético da M. mycoides. Em toda essa operação (ver infográfico na página 46), apenas 14 genes sem muita importância da M. mycoides se perderam ou foram anulados. “Trata-se de um avanço tanto filosófico como técnico”, disse Venter, resumindo, a seu ver, as implicações da empreitada.
Ápice de um esforço que consumiu US$ 40 milhões e quase 15 anos de pesquisa de um time de 24 pesquisadores do JCVI, entre os quais Ham Smith, Prêmio Nobel de Medicina em 1978, o surgimento da linhagem de bactéria com genoma sintético foi elogiado por cientistas de todo o mundo. Alguns preferiram situar o trabalho, que foi publicado eletronicamente na revista científica Science, como um grande feito tecnológico, uma mudança de escala na capacidade de o homem modificar o DNA de organismos, mas não como uma revolução científica. Outros pesquisadores, embora reconheçam o caráter técnico da empreitada, salientam que o trabalho tem, sim, relevância para a ciência. A visão de três desses cientistas está publicada em artigos especialmente escritos para esta edição de Pesquisa FAPESP, entre as páginas 47 e 51.
O biólogo Fernando Reinach não tira os méritos científicos do experimento de Venter. Segundo ele, o trabalho é a prova cabal de um conceito, o de que a matéria viva não tem nada de especial e também está submetida às leis da química e da física. Apenas com a informação do DNA é possível recriar um genoma e, por tabela, uma forma de vida. “Isso todo mundo já sabia em tese, mas faltava alguém demonstrar na prática essa teoria amplamente aceita”, afirma Reinach. “Depois da publicação do genoma humano, o trabalho de Venter é o de maior relevância que saiu. Não há por que tentar relativizar sua importância”, diz José Fernando Perez, presidente da Recepta Biopharma e diretor científico da FAPESP entre 1993 e 2005. “Ele coroa todo um esforço de entendimento científico do DNA. Os grandes avanços científicos não vêm de grandes ideias, mas de feitos tecnológicos.” Reinach também salienta um segundo ponto importante, igualmente de ordem científica, que emerge da análise do artigo na Science. Até agora, a vida sempre foi vista como algo contínuo. Todo ser descende de outros organismos semelhantes que viveram no passado. “O trabalho de Venter demonstra que a vida pode ser interrompida e reiniciada”, afirma Reinach, fazendo alusão ao fato de que a bactéria não tem ancestrais biológicos, é fruto da sequência de letras químicas armazenadas num computador.
A geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), comparou a repercussão causada pelo trabalho de Venter a um episódio semelhante ocorrido há 14 anos. “Esse feito me lembrou da clonagem da ovelha Dolly, por Ian Wilmut, em 1996. Os dois causaram uma revolução midiática”, escreve Mayana num artigo publicado na página 47.
Grande parte do financiamento das pesquisas do JCVI vem da Synthetic Genomics Inc (SGI), empresa fundada por Venter que fez 13 pedidos de patente sobre métodos usados nos trabalhos com biologia sintética. Venter diz que o experimento com a M. mycoides vai permitir desenhar microrganismos úteis ao homem, capazes de, por exemplo, produzir vacinas e biocombustíveis. A empresa petrolífera Exxon já se comprometeu a investir US$ 600 milhões na SGI para o desenvolvimento de algas que consigam produzir etanol.
Segundo a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, Venter terá muito trabalho pela frente para exercer a biologia sintética em sua plenitude. “O maior desafio será desenhar um genoma totalmente novo e escolher que genes serão colocados para que um organismo desempenhe uma determinada tarefa”, diz Lygia. Ainda que os esforços do cientista americano demorem para gerar frutos palpáveis, a simples presença no ambiente de pesquisa de um sujeito como Venter, polêmico e provocativo, sem dúvida, é vista como salutar por alguns de seus pares. “Para entender Venter, eu costumo pensar no ser humano como uma criança, uma criança largada numa sala bem grande chamada mundo. Ela fica mexendo em tudo, às vezes se queima ao colocar o dedo numa tomada, mas outras vezes acaba descobrindo como subir numa cadeira para alcançar as guloseimas lá em cima”, escreve João Meidanis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em artigo na página 48.



> Artigo científico
GIBSON, D.G. et al. Creation of a bacterial cell controlled by a chemically synthesized genome. Science. publicado on-line em 20 mai. 2010.

Disponível em: http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/329/5987/52/F5

59% dos brasileiros acreditam em Deus e também em Darwin.

Ao investigar as convicções sobre o desenvolvimento da espécie humana, pesquisa Datafolha mostrou que a maioria crê em Deus e em Darwin. Para 59%, o homem resulta de milhões de anos de evolução, mas guiada por um ente supremo, informa reportagem de Hélio Schwartsman publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Um em cada quatro brasileiros, porém, acredita que o ser humano foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. Para 8%, a evolução se dá sem interferência divina.

Os índices variam segundo a classe social e a educação. Quanto maiores a renda e a instrução, maior é a parcela de darwinistas e menor a de criacionistas, que dão mais peso à ação divina.

Os resultados se assemelham aos da Europa e contrastam com os dos EUA. Segundo pesquisa Gallup de 2008, lá os criacionistas somam 44%. Os evolucionistas com Deus, 36%, e os darwinistas "puros", 14%.

O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos.

Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u715507.shtml

BALEIAS: PRESSÃO FINAL PARA O FIM DA CAÇA

Em alguns dias, a Comissão Baleeira Internacional se reunirá em Agadir, Marrocos, para votar em uma proposta que legalizaria a caça comercial de baleias pela primeira vez desde 1986.

A opinião pública global é contra esta proposta, mas países a favor da caça de baleias estão defendendo-a fortemente. Vamos garantir que nossas vozes sejam ouvidas.

A Avaaz tem uma equipe em Agadir, colocando outdoors, publicando anúncios de primeira página em jornais e construindo um contador gigante com o número de assinaturas na petição, atualizado constantemente para mostrar que as pessoas ao redor do mundo se opõe à caça de baleias.

Para assinar a petição contra a caça de baleias, clique no link abaixo:

https://secure.avaaz.org/po/whales_last_push/97.php?cl_tta_sign=4f8...

Mais detalhes sobre:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u724853.shtml

Vamos participar e divulgar!

sábado, 26 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Gerdau Cearense

Grupo Gerdau investe R$ 83 milhões no Ceará


O Grupo Gerdau, maior produtor de aços longos das Américas, vai investir R$ 83 milhões na expansão e na atualização tecnológica da Gerdau Cearense, usina siderúrgica localizada em Maracanaú (CE). O novo ciclo de investimentos, programado para os próximos cinco anos, irá ampliar a produção anual da unidade em 50%, de 100 mil toneladas para 150 mil toneladas. Também aumentará a produtividade na linha industrial em 43%, além de ampliar a qualidade dos produtos da Gerdau Cearense, destinados para os setores da construção civil e da indústria. Os investimentos estão voltados ainda para a modernização de equipamentos de proteção ambiental e projetos sociais junto à comunidade.

O principal destaque do programa é o novo forno de reaquecimento a gás natural da laminação, no valor de R$ 7,5 milhões. O equipamento aquece os tarugos provenientes da aciaria para que eles possam ser transformados em produtos finais para os setores da construção civil e da indústria, como vergalhões, barras e cantoneiras. Um dos diferenciais do novo forno totalmente automatizado é a adaptação da temperatura de aquecimento, que varia de 1.050oC a 1.150oC, conforme o tipo de aço. Com o investimento, a capacidade de produção da unidade, nesta etapa da produção, crescerá de 20 toneladas por hora para 40 toneladas por hora.
PRINCIPAIS INVESTIMENTOS
Principais etapas do processo industrial passarão por modernização

Pátio de sucata
A Gerdau Cearense transforma 100% da sucata ferrosa gerada no Estado de Ceará em aço. Também utiliza a sucata de outros estados, desde o Rio Grande do Norte até o Amazonas, contribuindo para a limpeza das cidades e a geração de empregos na coleta do insumo.
Na área onde a sucata é preparada para ingressar no forno, serão instaladas novas prensas e tesouras mecânicas, para ampliar a capacidade de processamento e de limpeza da matéria-prima.

Aciaria
O principal destaque do programa é a instalação de um novo forno elétrico de 25 toneladas, utilizado para a transformação da sucata ferrosa – principal matéria-prima da unidade – em aço líquido. Incorpora tecnologias avançadas, como o Excentric Bottom Tapping (EBT), o qual agrega principalmente qualidade aos produtos e mais agilidade no processo produtivo.

Também haverá a modernização do lingotamento contínuo, onde o aço líquido é solidificado na forma de tarugos. Com o investimento, os tarugos passarão a ser produzidos com uma bitola maior, de 120 mm X 120 mm, o que se traduz em mais produtividade e eficiência operacional.

Laminação
Nesta etapa do processo siderúrgico, ocorrerá a atualização tecnológica da automação do laminador, para ampliar a qualidade dos produtos destinados aos setores da construção civil e da indústria. Na laminação, os tarugos são transformados em produtos finais – como vergalhões, barras e cantoneiras.

Logística
O novo patamar de produção da Gerdau Cearense também exigirá melhorias na logística interna da usina para facilitar o recebimento das matérias-primas e o escoamento da produção, com a construção de novos acessos pavimentados e portarias, além da aquisição de novos equipamentos de transporte industrial.
INVESTIMENTOS AMBIENTAIS

Serão destinados R$ 7 milhões para a atualização tecnológica dos equipamentos de proteção do ar e das águas

Para reforçar suas práticas de ecoeficiência, o Grupo Gerdau investirá R$ 6 milhões na atualização tecnológica dos equipamentos de proteção do ar na usina. O sistema de despoeiramento da aciaria, que filtra partículas sólidas e gases gerados no processo produtivo, passará por um processo de ampliação: a casa de filtros será duplicada – alcançando a marca de mil filtros – e haverá a instalação de uma nova coifa, com capacidade de captação de 800 mil metros cúbicos.

Atualmente, os recursos hídricos são protegidos pelo sistema de tratamento e recirculação de águas, os quais asseguram que 100% das águas utilizadas no processo produtivo retornem à linha industrial, permitindo que ela não seja enviada para os rios. Devido ao novo patamar de produção da usina, está previsto um investimento de R$ 1 milhão no ajuste do sistema de tratamento e recirculação das águas industriais, cuja vazão e capacidade de troca térmica em toda a planta crescerá de 900 para 2100 metros cúbicos/hora.


CENTRO DE SERVIÇOS DE CORTE E DOBRA DE AÇO ARMAFER
O Grupo Gerdau também irá investir na melhoria da qualidade do atendimento aos clientes do Centro de Serviços de Corte e Dobra de Aço Armafer, voltado para atender ao setor da construção civil da região. A unidade fornece vergalhões cortados e dobrados de acordo com cada projeto estrutural. Tem como principal diferencial tecnológico a eliminação do desperdício de aço nas obras, sendo que nas práticas convencionais as perdas deste material podem chegar a 15%.

O sistema Armafer agrega valor à forma tradicional de armação das estruturas de concreto, oferece ganhos de produtividade e mais organização no canteiro de obras, além de contribuir para a evolução tecnológica do setor da construção civil.

INVESTIMENTOS SOCIAIS
Recursos serão investidos em três projetos junto à comunidade

O Grupo Gerdau também está destinando recursos para três novos projetos sociais no Ceará. Até o final de 2006, a previsão é de construir 10 quadras poliesportivas em escolas públicas do Estado, no valor de R$ 1,5 milhão. Deste total, uma delas será instalada em Maracanaú, outra em Juazeiro do Norte e as demais ainda serão definidas pelo governo. Os recursos serão provenientes do Fundo Pró-Infância dos Profissionais Gerdau, um programa de abrangência nacional voltado para o atendimento de crianças e adolescentes carentes, em situação de risco, dependentes químicos ou portadores de necessidades especiais.

O restaurante Prato Popular, voltado para a população de baixa renda, será outro destaque na área social. Com início das operações previsto para até dezembro, o projeto irá atender 350 pessoas em Maracanaú com uma alimentação saudável e balanceada. O Grupo Gerdau irá realizar a reforma do prédio, a compra dos móveis e utensílios e a divulgação do empreendimento junto à comunidade, os quais somam aproximadamente R$ 100 mil. A empresa se responsabilizará ainda pela diferença entre o custo real da refeição e o valor pago pelo consumidor de R$ 0,50, cujo investimento deverá chegar a R$ 250 mil por ano. O restaurante funcionará de segunda a sexta-feira e tem a parceria da prefeitura de Maracanaú, SESI e SERLARES.

Para estimular a preservação da natureza pela comunidade, o Grupo Gerdau também passará a participar do Programa de Educação Ambiental do Ceará (PEACE). desenvolvido pela Secretaria de Ouvidora e Meio Ambiente do Estado junto a escolas. O trabalho de conscientização ambiental será realizado por meio de atividades educacionais no trailer Padre Cícero, o qual será equipado com aparelho de som, videocassete, ambiente climatizado, mesa de estudos e biblioteca e irá percorrer diversas localidades do Estado.
GERDAU NO CEARÁ
O Grupo Gerdau já investiu no Ceará R$ 213 milhões desde o final da década de 70. O seu primeiro empreendimento no Estado foi uma filial da Comercial Gerdau em Fortaleza, em 1979. Em 1981, teve início a construção da usina siderúrgica Gerdau Cearense para atender à demanda dos setores da construção civil e da indústria da região, utilizando as mais modernas tecnologias industriais. Ao longo do tempo, a unidade tem passado por um contínuo programa de investimentos para garantir a excelência de seus produtos e serviços junto aos clientes.

Em 2001, entrou em operação o Centro de Serviços de Corte e Dobra de Aço Armafer para atender à construção civil. No mesmo ano, foi inaugurada uma nova filial da Comercial Gerdau, em Juazeiro do Norte, a qual passou a integrar a rede de atendimento da maior distribuidora de produtos siderúrgicos no Brasil. Dois anos depois, a atuação do Grupo Gerdau foi ampliada no Estado, com a inauguração de um centro de serviços para o beneficiamento de aços planos em Fortaleza, voltado para atender ao setor industrial.
Fonte: site da Gerdau
junho/2010 
O que é um SGA- Sistema de Gestão Ambiental?

É um instrumento organizacional que possibilita às instituições alocação de recursos, definição e responsabilidades; bem como também a avaliação contínua de práticas, procedimentos e processos, buscando a melhoria permanente do seu desempenho ambiental. A gestão ambiental integra o sistema de gestão global de uma organização, que inclui, entre outros, estrutura
organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para implementar e manter uma política ambiental.


Quais os componentes básicos de um SGA ?

· reconhecer que a gestão ambiental se encontra entre as mais altas prioridades da organização.
· estabelecer e manter comunicação com as partes interessadas, internas e externas.
· determinar os requisitos legais aplicáveis e os aspectos ambientais associados às atividades,
produtos ou serviços da organização.
· desenvolver o comprometimento da administração e dos empregados no sentido da proteção ao
meio ambiente, com uma clara definição de responsabilidades e responsáveis.
· estimular o planejamento ambiental ao longo do ciclo de vida do produto ou do processo.
· estabelecer um processo que permita atingir os níveis de desempenho visados.
· prover recursos apropriados e suficientes, incluindo o treinamento para atingir, os níveis de
desempenho visados, de forma contínua.
· avaliar o desempenho ambiental com relação à política, objetivos e metas ambientais da
organização, buscando aprimoramentos, onde apropriado.
· estabelecer um processo de gestão para auditar e analisar criticamente o sistema de
gerenciamento ambiental e para identificar oportunidades de melhoria do sistema e do desempenho
ambiental resultante.
· estimular prestadores de serviços e fornecedores a estabelecer um sistema de gerenciamento
ambiental.



Quais os benefícios de um SGA?

· garantir aos clientes o comprometimento com uma gestão ambiental;
· manter boas e relações com o público e com a comunidade;
· satisfazer os critérios dos investidores e melhorar o acesso ao capital;
· obter seguro a um custo razoável;
· fortalecer a imagem e a competitividade no mercado;
· aprimorar controle de custos;
· demonstrar atuação cuidadosa;
· conservar matérias-primas e energia;
· facilitar a obtenção de licenças e autorizações; através da certeza do cumprimento da legislação competente
· estimular o desenvolvimento e compartilhar soluções ambientais;
· melhorar as relações entre indústria e o governo;
· diminuir os riscos de poluição ambiental


Em: http://www.aqui.org.br/iad
Acesso: 15/7/2009

Educação Ambiental

Conceito


Define-se Educação Ambiental como “Um processo contínuo e permanente que busca a transformação de valores e atitudes e posicionamentos pelos quais, a comunidade por intermédio do indivíduo esclarece conceitos voltados para a conservação do ambiente”.

Dr. Jorge O Cuéllar Noguera

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fique por dentro: mais órgãos ambientais e suas competências.

PNEA -  POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Finalidades:
I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;
II - articulação, coordenação e supervisão de planos, progamas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;
III - participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.
Competências:
Compete ao Órgão Gestor do PNEA:
I - avaliar e intermediar, se for o caso, programas e projetos da área de Educação Ambiental, inclusive supervisionando a recepção e emprego dos recursos públicos e privados em atividades dessa área;
II - observar as deliberações do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA e do Conselho Nacional de Educação - CNE;
III - apoiar o processo de implementação e avaliação da Política Nacional de Educação Ambiental em todos os níveis, delegando competências quando necessário;
IV - sistematizar e divulgar as diretrizes nacionais definidas, garantindo o processo participativo;
V - estimular e promover parcerias entre instituições públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos, objetivando o desenvolvimento de práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre questões ambientais;
VI - promover o levantamento de programas e projetos desenvolvidos na área de Educação Ambiental e o intercâmbio de informações;
VII - indicar critérios e metodologias qualitativas e quantitativas para a avaliação de programas e projetos de Educação Ambiental;
VIII - estimular o desenvolvimento de instrumentos e metodologias visando o acompanhamento e avaliação de projetos de Educação Ambiental;
IX - levantar, sistematizar e divulgar as fontes de financiamento disponíveis no País e no exterior para a realização de programas e projetos de Educação Ambiental;
X - definir critérios considerando, inclusive, indicadores de sustentabilidade, para o apoio institucional e alocação de recursos a projetos da área não formal;
XI - assegurar que sejam contemplados como objetivos do acompanhamento e avaliação das iniciativas em Educação Ambiental: a) a orientação e consolidação de projetos; b) o incentivo e multiplicação dos projetos bem sucedidos; e, c) a compatibilização com os objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.

Órgãos colegiados

Comissão Intersetorial de Educação Ambiental
Câmara Técnica de Educação Ambiental do CONAMA
Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental nos Estados e no Distrito Federal


Comissão Intersetorial de Educação Ambiental

Composição

Integrado por representantes, titular e suplente, dos seguintes órgãos e programas:
Secretaria-executiva
Programa Nacional de Educação Ambiental
Secretaria de Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável
Secretaria de Coordenação da Amazônia
Secretaria de Biodiversidade e Florestas
Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos
Secretaria de Recursos Hídricos
Fundo Nacional de Meio Ambiente
Agência Nacional de Águas
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Artigo 4o - A Comissão deverá convidar representantes dos demais órgãos governamentais, não-governamentais e pessoas de notório saber, que tenham relação temática com as atividades a serem desenvolvidas pela Comissão.

Finalidade
Promover o fortalecimento e a articulação das ações de educação ambiental desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente.

Competência
Compartilhar, analisar, avaliar e planejar a educação ambiental no Ministério do Meio Ambiente.



Câmara Técnica de Educação Ambiental do Conama


Composição

Entidades Ambientalistas da Região Sul
Entidades Ambientalistas da Região Centro-Oeste
Confederação Nacional do Comércio
Governos Municipais - Região Sul
Governo do Estado do Espírito Santo
Governo do Estado do Paraná
Ministério da Educação


Finalidade
Propor indicadores de desempenho e de avaliação das ações de educação ambiental decorrentes das políticas, programas e projetos de governo;
Propor diretrizes para elaboração e implementação das políticas e programas estaduais de educação ambiental;
Assessorar às demais Câmaras Técnicas, no que tange a educação ambiental;
Ações de educação ambiental nas políticas de conservação da biodiversidade, de zoneamento ambiental, de licenciamento e revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, de gerenciamento de resíduos, de gerenciamento costeiro, de gestão de recursos hídricos, de ordenamento de recursos pesqueiros, de manejo sustentável de recursos ambientais, de ecoturismo e melhoria de qualidade ambiental.

domingo, 23 de maio de 2010

Árvore símbolo: morte de carnaúbas gera preocupação.

A foto escolhida para figurar na entrada deste blog não poderia ser outra: uma árvore cheia de simbolismo e importância para o nosso povo, a carnaubeira. Apesar de possuir grande significado histórico, biológico e econômico, a carnaubeira está seriamente ameaçada de extinção em nosso estado e em todo o Nordeste. É o que podemos observar na reportagem a seguir.



No Lagamar do Cauípe, a construção da Rodovia Estruturante contribuiu para um maior acúmulo de águas o que favoreceu a morte das carnaúbas.



Conhecida como "a árvore da vida" pela multiplicidade de uso, a carnaúba está morrendo em alguns pontos do Litoral cearense. Na Área de Proteção Ambiental (APA) do lagamar do Cauípe, por exemplo, troncos da árvore considerada símbolo do Estado se multiplicam dentro da água. Quem passa pela CE-085, chamada de Rodovia Estruturante, na altura de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, pode presenciar o grande número de carnaúbas sem as copas. Algumas já pendentes.

A retirada das árvores, mesmo mortas, não é possível sem a autorização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace). Isso porque trata-se de uma região protegida por decreto estadual que completou 10 anos (nº 24.957 de cinco de junho de 2008). As carnaúbas, assim como os coqueiros, tomam conta da paisagem do lagamar, numa área de 1.884,46 hectares que fica nas proximidades das praias do Icaraí e do Cumbuco.

Segundo a gerente da APA do lagamar do Cauípe, Telma Sampaio, a construção da Rodovia Estruturante que margeia a área, contribuiu para um maior acúmulo de águas o que favoreceu a morte das carnaúbas. Ela ressalta que a árvore sobrevive com a umidade e água, mas o problema do lagamar é que houve acúmulo de água e muitas ficaram no lamaçal o que causou prejuízos à vegetação.

"Já esteve pior, muitas continuam mantendo a copa, mesmo dentro da água", diz Telma Sampaio, que assumiu a APA do Lagamar do Cauípe há poucos meses. Alerta, porém, que não se pode mexer no tronco da carnaúba, mesmo que a árvores esteja morta, ela deve cair naturalmente.

Outro causa da morte das carnaúbas no Litoral e região jaguaribana do Estado é a invasão da cryptostégia grandiflora, conhecida como unha do diabo. Trata-se de uma espécie africana que chegou ao Brasil de Madagascar como planta ornamental. Essa vegetação cresce de forma rápida e, como se trata de uma trepadeira, logo chega à copa da carnaúba deixando-a sem oxigênio e causando sua morte.

O POVO, acompanhado do professor István Major, da Universidade Estadual do Ceará (Uece) esteve, no ano passado, em algumas áreas onde se verifica grande número de carnaúbas sufocadas pela unha do diabo. István e o professor Oriel Herrera, também da Uece, dizem que se trata de um desafio dos especialistas da área descobrir o controle dessa planta que tem um crescimento assustador no Nordeste, principalmente no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

Telma Sampaio, gerente da APA do Lagamar do Cauípe disse que é importante fazer parceiras com a universidade para identificar e localizar essa e outras plantas invasoras no Ceará. Ela faz um alerta também para o nim, uma espécie indiana que foi trazida para o Estado. Embora tenha muita utilidade como, por exemplo, ser um inseticida natural, Telma diz que o nim não está mais sendo indicado para reflorestamento. A idéia é conter as espécies invasoras (trazidas de outros continentes).

SAIBA MAIS

- A Área de Proteção Ambiental (APA) do Lagamar do Cauípe, em Caucaia, está localizada na área de influência do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Foi criada para proteger as comunidades bióticas nativas, as nascentes dos rios, as vertentes e os solos, além de garantir a conservação de remanescentes da mata aluvial, dos leitos naturais das águas pluviais e das reservas hídricas.

- Para tentar evitar a degradação da APA, a Semace, responsável pela manutenção da área, restringe algumas práticas, como: implantação ou ampliação de quaisquer tipos de construção civil sem o devido licenciamento ambiental; supressão de vegetação sem a autorização do órgão.

- Outras práticas para manter a APA são: proibir atividades que possam poluir ou degradar os recursos hídricos abrangidos pela APA, como também o despejo de efluentes, resíduos ou detritos capazes de provocar danos ao meio ambiente, além do tráfego de veículos fora dos acessos e trilhas existentes.

- Em fevereiro de 2006 foi criado, pelo governo do Estado, o Parque Estadual das Carnaúbas, na cidade de Granja, a 347 quilômetros de Fortaleza, nas imediações do distrito de Timonha, com mais de 10 mil hectares. Destina-se a dar proteção integral à carnaúba, árvore símbolo do Estado.

- A carnaúba é uma palmeira que tem múltiplas aplicações na construção civil e artesanato. Porém é a extração, refino e comercialização da cera de carnaúba, que se constituem na principal atividade econômica. As folhas, após retirado o pó, são utilizadas na confecção de chapéus, bolsas e em outros tipos de artesanato, comercializados no Brasil e exterior. Seus frutos servem de alimento tanto para seres humanos quanto para os animais, em épocas de estiagem.

Fonte: http://www.sct.ce.gov.br/comunicacao/clipping-1/arvore-simbolo
Acesso em: 23/05/10 ás 19h34.

SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente


O Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, foi instituído pela Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto 99.274, de 06 de junho de 1990, sendo constituído pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e pelas Fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, e tem a seguinte estrutura:
  • Órgão Superior: O Conselho de Governo
  • Órgão Consultivo e Deliberativo: O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA
  • Órgão Central: O Ministério do Meio Ambiente - MMA
  • Órgão Executor: O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
  • Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental;
  • Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições;
A atuação do SISNAMA se dará mediante articulação coordenada dos Órgãos e entidades que o constituem, observado o acesso da opinião pública às informações relativas as agressões ao meio ambiente e às ações de proteção ambiental, na forma estabelecida pelo CONAMA.
Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a regionalização das medidas emanadas do SISNAMA, elaborando normas e padrões supletivos e complementares.
Os Órgãos Seccionais prestarão informações sobre os seus planos de ação e programas em execução, consubstanciadas em relatórios anuais, que serão consolidados pelo Ministério do Meio Ambiente, em um relatório anual sobre a situação do meio ambiente no País, a ser publicado e submetido à consideração do CONAMA, em sua segunda reunião do ano subsequente.

Artigos Científicos

Oi pessoal!

Em breve estarei disponibilizando alguns dos artigos científicos escritos por mim e colaboradores.
Gostaria de deixar o espaço aberto para retirar dúvidas que porventura venham a aparecer. Sua opinião também será muito bem vinda!!!!


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Novas formas de energia podem chegar através de ervilhas

Uma nova solução pode ser proveniente de uma fonte completamente inesperada (uma fonte que até pode estar presente no seu jantar de hoje).

“Analisando a estrutura da membrana mais complexa encontrada numa planta, decifrámos uma membrana com uma complexa estrutura proteica, que é o núcleo do nosso modelo proposto para o desenvolvimento da energia ‘verde’”, explica o biólogo Nathan Nelson do Departamento de Bioquímica da Universidade de Tel Aviv.

O mesmo investigador sugere que isolando os cristais do supercomplexo Photosystem I (PSI) da ervilha, pode ser possível usá-los para iluminar com pequenos carregadores de baterias.






Pequenas partículas

A Nanociência é a ciência das pequenas partículas de materiais e é uma das fronteiras mais importantes da investigação em tecnologia moderna. Na Natureza, o posicionamento de moléculas com precisão é a rotina e crucial para o funcionamento dos complexos biológicos, tais como os fotossintéticos. A investigação de Nelson centra-se sobre este aspecto.Para gerar energia útil, as plantas têm evoluído com ‘nano-mecanismos’ muito sofisticados, que operam com a luz como fonte de energia e com um rendimento quântico a cem por cento. O complexo PSI foi isolado das folhas de ervilha e cristalizado. A estrutura cristalina de alta resolução determinada pelo investigador permitiu-lhe descrever em detalhe a sua estrutura.

“Este estudo tem como objectivo chegar perto de atingir a produção de energia que as plantas podem obter do sol para converter os açúcares nas folhas verdes”, afirma o bioquímico.

Trocas de energias

Descrita em 1905 por Albert Einstein, a física quântica e os fotões explicam os princípios básicos de como a energia funciona − uma vez que a luz é absorvida nas folhas das plantas, esta dá energia a um electrão que é posteriormente utilizado para apoiar uma reacção bioquímica, como a produção de açúcar.

“Se pudéssemos chegar perto de como as plantas fabricam a sua energia, teríamos um grande avanço. É importante para descortinar a estrutura deste ‘nano-mecanismo’ para compreender a sua função”, explica Nelson.

O centro de reacção do PSI é um pigmento-proteína responsável pela conversão fotossintética da energia da luz para outra forma de energia, como a química.

Estes centros de reacção, milhares dos quais são embalados em cristais, podem ser usados para converter a energia da luz para electricidade e servir componentes electrónicos em uma variedade de dispositivos diferentes.

“Pode imaginar-se o nosso espanto e alegria, quando, os cristais colocados em placas cobertas de ouro puderem gerar uma tensão de 10 volts. Isso não vai resolver o problema de energia mundial, mas pode ser montado em interruptores para baixas necessidades de energia solar, por exemplo”, conclui o investigador.

Fonte - Boletim Redenergia 04/03/2010
http://www.cfbio.gov.br/noticias.php?id=104

sexta-feira, 26 de março de 2010

62a Reunião Anual da SBPC

 Últimos dias....

O 2º prazo de inscrição foi prorrogado até as 16 horas de 05 de abril.

Quem fizer a inscrição até esta data poderá enviar um resumo até 07 de abril.
Atenção:
O vencimento do boleto da taxa de inscrição será em 01 dia após sua emissão.
Após o pagamento o inscrito deverá aguardar entre 01 e 3 dias úteis para a SBPC automaticamente efetivar sua inscrição; apenas após este procedimento será liberado no "Módulo dos inscritos" a opção para enviar o resumo.

Fonte: http://www.sbpcnet.org.br/natal/home/
Acesso: 26/03/2010 22:25

terça-feira, 23 de março de 2010

Ministério do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), criado em novembro de 1992, tem como missão promover a adoção de princípios e estratégias para o conhecimento, a proteção e a recuperação do meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais, a valorização dos serviços ambientais e a inserção do desenvolvimento sustentável na formulação e na implementação de políticas públicas, de forma transversal e compartilhada,participativa e democrática, em todos os níveis e instâncias de governo e sociedade.
A Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos ministérios, constituiu como área de competência do Ministério do Meio Ambiente os seguintes assuntos:
I - política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos;II - política de preservação, conservação e utilização sustentável de ecossistemas, e biodiversidade e florestas;III - proposição de estratégias, mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria da qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais;IV - políticas para a integração do meio ambiente e produção;V - políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal; e VI - zoneamento ecológico-econômico.
O MMA teve a sua estrutura regimental regulamentada pelo Decreto nº 6.101, de 26 de abril de 2007 que estabeleceu a seguinte estrutura organizacional:
a) Gabinete;
b) Secretaria-Executiva
I - órgãos de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado:
1. Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração;2. Departamento de Gestão Estratégica;3. Departamento de Articulação de Políticas para a Amazônia e Controle do Desmatamento;4. Departamento de Economia e Meio Ambiente;5. Departamento de Fomento ao Desenvolvimento Sustentável; e6. Departamento de Apoio ao Conselho Nacional do Meio Ambiente
c) Assessoria de Assuntos Internacionais; e
d) Consultoria Jurídica;
II - órgãos específicos singulares:
a) Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental:
1. Departamento de Mudanças Climáticas;2. Departamento de Licenciamento e Avaliação Ambiental; e3. Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria;
b) Secretaria de Biodiversidade e Florestas:
1. Departamento de Conservação da Biodiversidade;2. Departamento de Florestas;3. Departamento de Áreas Protegidas; e4. Departamento do Patrimônio Genético;
c) Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano
1. Departamento de Recursos Hídricos;2. Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas; e3. Departamento de Ambiente Urbano;
d) Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável
1. Departamento de Extrativismo;2. Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável; e3. Departamento de Zoneamento Territorial;
e) Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental
1. Departamento de Coordenação do Sistema Nacional do Meio Ambiente;2. Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental; e3. Departamento de Educação Ambiental;
III - órgãos colegiados:
a) Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama);
b) Conselho Nacional da Amazônia Legal (Conamaz)
c) Conselho Nacional de Recursos Hídricos;
d) Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente;
e) Conselho de Gestão do Patrimônio Genético;
f) Comissão de Gestão de Florestas Públicas; e
g) Comissão Nacional de Florestas (Conaflor);
IV - Serviço Florestal Brasileiro (SFB);
V - entidades vinculadas:
a) autarquias:
1. Agência Nacional de Águas (ANA);2. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); 3. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e4. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ);
b) empresa pública: Companhia de Desenvolvimento de Barcarena (Codebar).
Acesso: 23/03/10 12:21

Organograma Organizacional do IBAMA

IBAMA

História do Ibama

Muito de como o Brasil percebe a proteção e conservação ambiental atualmente foi consolidado pelo Ibama. O instituto trouxe o assunto para a pauta do dia e encontra-se no imaginário do brasileiro como o grande guardião do meio ambiente. Sua forte marca é reconhecida até mesmo onde a presença do Estado é escassa. Ela significa que os recursos naturais devem ser utilizados com racionalidade para obter-se o máximo de desenvolvimento, porém, com o máximo de conservação e preservação, visando sempre sua manutenção para as gerações futuras.

Há exatos 19 anos, em 22 de fevereiro de 1989, foi promulgada a Lei nº 7.735, que cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Nesse momento, a gestão ambiental passou a ser integrada. Antes, havia várias áreas que cuidavam do ambiental em diferentes ministérios e com diferentes visões, muitas vezes contraditórias. A responsável pelo trabalho político e de gestão era a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), vinculada ao Ministério do Interior.

A Sema teve um papel de articulação muito importante na elaboração da Lei 6938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, em vigor até hoje. A lei estabelece o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), único conselho com poder de legislar. A Política, além de objetivar a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental, visa também assegurar o desenvolvimento econômico, mas com racionalidade de uso dos recursos naturais. Foi um grande avanço, principalmente numa época onde a visão que existia era a de desenvolvimento a qualquer preço. Quando a Constituição Federal de 1988 foi promulgada, essa lei foi a única a ser recepcionada na íntegra. Por outro lado, sua efetivação foi construída aos poucos.

Fusão de órgãos

Outro órgão que também trabalhava com a área ambiental era o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), criado com mega-estrutura, que mantinha a gestão das florestas. Além dele, a Superintendênica de Pesca (Sudepe), que mantinha a gestão do ordenamento pesqueiro, e a Superintendência da Borracha (Sudhevea), que tinha como desafio viabilizar a produção da borracha. O IBDF e a Sudepe eram vinculados ao Ministério da Agricultura e a Sudhevea ao Ministério da Indústria e Comércio. Diferentemente da Sema, a atuação de preservação ambiental destes órgãos era reduzida a ilhas dentro de suas estruturas, pois foram criados para dar incentivos fiscais e fomentar o desenvolvimento econômico. Mesmo assim, não havia um órgão com a atribuição de trabalhar o meio ambiente de forma integrada. Juntos com a Sema, foram estes os quatro órgãos que deram origem ao Ibama.

Na realidade, indiretamente, a criação do Ibama é o ápice de um longo caminho de articulação e conscientização, que teve como pontapé, se não inicial, mas, pelo menos, mais forte, a participação do Brasil na Conferência das Nações Unidas para o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo (Suécia), em 1972. Após Estocolmo, houve muita pressão da sociedade e internacional para que o Brasil passasse a fazer a gestão ambiental de forma integrada. Como resposta ao compromisso brasileiro assumido junto à Conferência de Estocolmo, surgiu a Sema em 1973, que realizou, nos anos seguintes, todo um trabalho de criação e atualização do marco regulatório da área ambiental.

Pressões

As décadas de 70 e 80 foram marcadas por grandes empreendimentos com alto impacto ambiental - a Transamazônica e Foz do Iguaçu (que acabou com Sete Quedas), por exemplo – e outros que levaram a desastres ambientais, como a autorização para uso de agente laranja como desfolhante em Tucuruí e o acidente radioativo em Goiânia com Césio 137. Além disso, o índice de desmatamento era alarmante (em 1988 chegou a 21.050 km² contra 11.224 km² em 2007), a caça e pesca predatória e sem controle (os jacarés do Pantanal e as baleias estavam às vias de extinção), crescentes conflitos entre comunidades tradicionais e seringueiros, que teve como ápice a morte de Chico Mendes.

Com tantos incidentes, houve mais pressão interna e externa. Isso fez surgir no governo a urgência de se mapear os órgãos federais com atuação ambiental, com o intuito de fortalecer-se o processo de gestão da área. Foi criado, então, em 1988, pelo presidente José Sarney, o Programa Nossa Natureza, que tinha como uma das metas recriar a arquitetura organizacional ambiental. Após discussões e debates, é instituído o Ibama, com a função de ser o grande executor da política ambiental e de gerir de forma integrada essa área no país. Na fusão, o Ibama herda da Sema, por curto período, a cabeça do Sisnama, e a mantém até 1990, quando o presidente Fernando Collor cria a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República. Essa atribuição volta para o primeiro escalão do governo, quando a nova Secretaria retoma a função ministerial de formulação das políticas. O Ibama herda também todas as atribuições dos outros órgãos, à exceção da parte de fomento, que já estava em decadência a partir do início da década de 80.

19 anos construindo a sustentabilidade ambiental

O Ibama, ao longo de seus 19 anos de história, vem dando respostas concretas aos desafios que se colocam. Desde sua criação, em 1989, os temas ambientais vêm alcançando novos espaços no Brasil e no mundo. Já em 1992 foi criado o Ministério do Meio Ambiente e, durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – Rio 92, foram lançadas três das principais Convenções internacionais de meio ambiente: de Mudanças Climáticas, da Diversidade Biológica e da Desertificação. O aprimoramento do arcabouço legal também reflete a importância crescente da agenda ambiental no País. Em 1997 foi aprovada a chamada Lei das Águas, em 1998, a Lei dos Crimes Ambientais, em 1999, a lei que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental, em 2000, a que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e em 2006, a Lei de Gestão de Florestas Públicas.

O Estado brasileiro precisou adequar-se para dar respostas crescentes à sociedade. Dessa forma, em 1996 o Jardim Botânico do Rio de Janeiro somou-se ao Ministério do Meio Ambiente como um de seus órgãos vinculados, em 1997 foi criado o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, em 2000 a Agência Nacional das Águas, em 2001 o Conselho Nacional de Recursos Genéticos, em 2006 o Serviço Florestal Brasileiro e em 2007 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O Ibama coloca-se hoje como uma instituição de excelência para o cumprimento de seus objetivos institucionais relativos ao licenciamento ambiental, ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos recursos naturais e à fiscalização, monitoramento e controle ambiental. Foram realizados dois concursos públicos em pouco mais de 5 anos, instituída a Gratificação de Desempenho que elevou o padrão salarial da carreira e ampliados, ano a ano, os recursos orçamentários disponíveis. Ainda não são as condições ideais, mas a evolução institucional que observamos desde a sua criação mostra que estamos nos preparando com seriedade para sermos o órgão de controle do uso sustentável dos recursos naturais que o País precisa.

Ibama na mídia

No início, o Ibama teve primeiro que ser consolidado. A visão distinta de quatro órgãos em apenas um gerava muitos conflitos internos, uma vez que havia vários grupos com diferentes agendas. Ou seja, primeiro, o novo instituto teve que criar uma percepção de unidade. O primeiro passo foi a abertura do Ibama à imprensa e sua atuação junto à mídia. Muito devido à relação entre o instituto e os meios de comunicação, a sociedade passa a receber em casa a temática ambiental de conservação e desenvolvimento sustentável. O programa Globo Repórter passa a investir no tema e a trabalhar pautas ambientais e o Ibama (e a causa ambiental) recebe adesões de artistas. O meio ambienta ganha as ruas e o Ibama é massificado. Xuxa vende um telefone de brinquedo com a marca Ibama para as crianças e Paula Saldanha estabelece uma conexão muito próxima ao instituto. Na época, era até comum ver artistas nas reuniões do Conama. Após esse período, o Ibama não saiu mais da mídia e a temática veio ganhando cada vez mais importância, sendo o instituto reconhecido como uma das marcas mais importantes no cenário ambiental nacional.

Trabalho reconhecido

O reconhecimento por parte da população é a consolidação de um trabalho muito maior. O Ibama é apenas parte de um processo. Por outro lado, pode ser considerado peça chave na articulação e desenvolvimento desse mesmo processo. Nesse sistema, há o Ministério do Meio Ambiente como cabeça, os estados e municípios com seus órgãos de política e de gestão, e o Ibama, que atua nas pontas, executando a política federal e, supletivamente, ajudando a fortalecer os sistemas estaduais e municipais. O Ibama vingou frutos das sementes que as antecessoras deixaram. Ele agregou valor e melhorou processos. Protegeu fauna e flora, criou projetos de vanguarda, ampliou o número de unidades de conservação, deu força à proteção ambiental, ajudou a diminuir o desmatamento na Amazônia, criou sistemas de monitoramento e de acompanhamento, instituiu centros de pesquisa, melhorou o processo de concessão de licenças ambientais. Tudo parte do trabalho histórico do Ibama, que deu respostas excelentes, mesmo, muitas vezes, sem o incremento dos meios. Muitas das espécies ameaçadas de extinção talvez nem mais existissem não fosse o empenho do instituto e de seus servidores, e o forte compromisso com a causa ambiental.

Mais focado, o trabalho do Ibama tende a ser mais efetivo. A questão ambiental transcende a ação de um órgão e deve ser tratada como segurança da humanidade. O Ibama possui credibilidade junto à sociedade, justamente pela seriedade com que sempre desenvolveu o seu trabalho. A melhor gratificação que alguém que cuida de quem cuida da vida pode ter é saber que seus resultados são tão importantes quanto a própria manutenção da natureza e da biodiversidade do Brasil.

Ibama é Top of Mind

Quando se fala em meio ambiente, o Ibama é uma das marcas mais lembradas. Empiricamente, é fato conhecido. Porém, o reconhecimento efetivo veio com o recebimento do prêmio Top of Mind do jormal Folha de São Paulo, o maior prêmio brasileiro de pesquisa e retenção de marca, recebido em 2007.

A pesquisa é feita de forma que as pessoas digam espontaneamente, em cada categoria, quais marcas são as mais lembradas. Pela primeira vez em 17 anos, desde o lançamento do prêmio, instituiu-se a categoria Meio Ambiente. O Ibama dividiu o primeiro lugar com o Greenpeace, Natura e Ypê (produtos de limpeza). Mais de cinco mil pessoas de todas as faixas etárias e níveis sociais em 164 municípios do país foram entrevistadas. O Ibama foi a única marca sem uma agência de propaganda e sem investimento em mídia, entre as premiadas no Top of Mind 2007.

Fonte: http://www.ibama.gov.br/patrimonio/
Acesso: 23/03/10 12:00

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Mundial da Água




Hoje, data em que se comemora do Dia Mundial da Água, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um comunicado sobre a qualidade do recurso, vital para a vida na Terra. No documento, a entidade lembra que a qualidade da água em todo o mundo é ameaçada pelo crescimento populacional e pela expansão das atividades industrial e agrícola.

O texto afirma também que as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo global hídrico e que há a necessidade urgente que os setores público e privado de todo o mundo se unam para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade de rios, lagos e aquíferos. Para tanto, diz o documento, a população deve se comprometer a evitar a poluição futura da água, tratando as já contaminadas, e restaurar a qualidade e saúde de rios, lagos aquíferos e ecossistemas aquáticos.

"A qualidade da água se tornou uma questão global", diz o comunicado, lembrando os milhões de toneladas de esgoto e dejetos industriais e agrícolas que são despejados diariamente nos rios. Em consequência dessa prática, mais pessoas morrem por contato com água contaminada do que a soma de todas as formas de violência, sendo que os mais atingidos são crianças menores de cinco anos.

Além da questão humana, o relatório fala sobre as perdas econômicas decorrentes, lembrando que a falta de água e de instalações sanitárias, apenas na África, são estimadas em US$ 28,4 bilhões, o que significa cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

A boa notícia, lembra a ONU, é que soluções são implementadas em vários lugares. Mas a entidade diz que atitudes corajosas precisam ser tomadas nos âmbitos internacional, nacional e local, já que o assunto precisa ser tratado como prioridade global, pois a vida humana depende de nossas ações tomadas hoje. O documento é encerrado com a frase "água é vida".

Absurdo!!!

Vejam este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=uBBFBXpXbSQ

A Nestlé, que produz o chocolate KitKat, utiliza óleo de palma de empresas que estão acabando com as florestas da Indonésia, ameaçando a sobrevivência da população local e levando os orangotangos á extinção.

Peça a Nestlé que pare de destruir as florestas daIndonésia. Participe de nossa ciber-ação: <http://www.greenpeace.org.br/ kitkat/>



O presente está em nossas mãos...

O final dessa história depende de você!
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"O céu não é mais como se dizia: um bom lugar para morar"

Assista e tire suas próprias conclusões!

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Vídeo Educação Ambiental 2

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Vídeo Educação Ambiental

Vídeo super interessante. Confira!

http://www.youtube.com/watch?v=pGDr5lZpf58

quinta-feira, 18 de março de 2010

TURMA 20101 DE ÉTICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL


segunda-feira, 15 de março de 2010

Leia essa:


Movimento Salve o Cocó!!!!


As imagens falam por si só...
Acesso: 15/03/2010 10:12

Continuação.... SEMACE

Controle Ambiental

Problema e Órgão Responsável

Poluição por abatedouro, matadouro, frigoríficos, etc
SEMACE / PREFEITURA LOCAL / DEVIS
Derrame de óleo no mar, rios, lagoas, etc
SEMACE / CAP. PORTOS / CORPO BOMBEIROS
Acidente com carga tóxica
SEMACE / DNIT / DERT / CBTU/CORPO BOMBEIROS
Aterros de lagoas, açudes e outros corpos d´água
SEMACE / IBAMA / COGERH PREFEITURA LOCAL
Aterro ou destruição de mangues
SEMACE / IBAMA
Caça e pesca predatória
IBAMA
Coleta e disposição inadequada de lixo
PREFEITURA LOCAL
Desmatamento e queimadas
SEMACE / IBAMA
Desmonte de dunas, extração de argila, areia, etc
SEMACE / DNPM
Deslizamento de encostas
DEFESA CIVIL / CORPO DE BOMBEIROS
Vazamento de fossas e rede de esgotos
CAGECE / FNS / PREFEITURA LOCAL
Lixo e esgoto hospitalar
SESA / PREFEITURA LOCAL
Acidentes com gases químicos e energia nuclear
CORPO DE BOMBEIROS / CNEN
Obstrução de bueiros, galerias pluviais, etc
PREFEITURA LOCAL
Limpeza de praças e ruas, etc
PREFEITURA LOCAL
Ligações clandestinas de esgotos em galerias de águas pluviais
SER / PREFEITURA LOCAL
Loteamentos irregulares
SEMACE / PREFEITURA LOCAL
Mosquitos, ratos, muriçócas
FNS / PREFEITURA LOCAL
Ocupação de terrenos de marinha
DPU
Poluição sonora (carros de som, bares, restaurantes, clubes, etc)
PREFEITURA LOCAL
Poluição industrial (atmosférica, sonora, hídrica e resíduos sólidos)
SEMACE
Poluição atmosférica (bares, restaurantes, marmitarias, etc)
PREFEITURA LOCAL
Emissão de poluentes por veículos automotores
SEMACE / DNIT / DERT
Oficinas e depósitos poluidores
SEMACE / PREFEITURA LOCAL
Poda, corte de árvores em perigo eminente
PREFEITURA LOCAL/ CORPO DE BOMBEIROS
Pocilgas, vacarias, granjas poluidoras
SESA / PREFEITURA LOCAL
Queimadas em terrenos baldios
CORPO DE BOMBEIROS
Utilização inadequada de agrotóxicos no campo
SEAGRI
Caminhões limpa fossa irregulares
PREFEITURA LOCAL
Ocupação inadequada e/ou degradação ambiental nas faixas de domínio das estradas
DNIT / CBTU / DERT PREFEITURA LOCAL
Poluição no ambiente de trabalho
DRT
Vazamentos superficiais e subterrâneos em postos de combustíveis
SEMACE

Em: http://www.semace.ce.gov.br/asemace/apresentacao/controleambiental.asp
Acesso: 15/03/2010 10:05